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CLASSE EMERGENTE

 

O documentário aborda a extraordinária expansão da Classe C no Brasil, procura refletir sobre as implicações deste fenômeno em termos sociais, políticos e investigar os indícios desse novo Brasil que poderá surgir a partir da ascensão dos mais pobres.

 

Mobilidade Social

Depois de décadas produzindo indicadores negativos, nos últimos dez anos a economia brasileira passou a colecionar boas notícias revelando um desempenho que vem surpreendendo analistas dentro e fora do país.

Entre tantas boas surpresas está a impressionante expansão da classe média brasileira que assimilou mais de 40 milhões de pessoas nos últimos anos. Antes excluído do consumo, esse magnífico contingente ou ganhou formalidade no mercado de trabalho ou foi alcançado pelas políticas de redistribuição de renda de sucessivos governos.

 

Esperança

Puxada pelos números crescentes do PIB a partir de 2003, a autoestima do país também entrou numa curva ascendente. De fato um período excepcional no quais largas faixas da população passaram a usufruir o consumo de bens antes inacessíveis, ao mesmo tempo em que se sentem mais confiantes em relação ao futuro, uma combinação poderosa.

 

Longe do Consenso

Porém nem todos participam desse otimismo. Apesar de alguns avanços na redução da desigualdade no país, alguns analistas enxergam no fenômeno da expansão da classe média uma mobilidade social apoiada perigosamente mais no crédito do que em fatores como educação e qualificação profissional. Veem também um ilusório crescimento do país que nos últimos anos apresenta baixo investimento e ausência de incentivo à inovação, combinação que  seria um convite à estagnação ou recessão econômica quando a atual euforia do consumo cederia lugar às taxas elevadas de desemprego, famílias endividadas e milhões devolvidos às condições precárias de sobrevivência.

 

A Nova Protagonista

Mudança de patamar ou apenas um voo de galinha, o certo é que as classes ascendentes no Brasil fizeram a roda da economia girar na mesma proporção em que desorientou profissionais de marketing de numerosos segmentos, incluindo aqueles que se dedicam ao chamado marketing político. Ainda não se sabe muito sobre essa nova classe média. Livros, seminários e estudos sobre o tema se multiplicam no país, no entanto, os progressos na matéria ainda são discretos. Alguns aspectos dos hábitos, valores e convicções políticas dessa parcela da população permanecem misteriosos e objeto de controvérsias entre especialistas.

Um bom indício desse desconhecimento foram as manifestações de junho de 2013 que surpreendeu o país e os estudiosos do tema e passados vários meses ainda não encontramos boas explicações para o fenômeno. Deflagrado a partir de uma reivindicação pontual contra o aumento de tarifa de ônibus, o movimento se expandiu e se transformou num protesto institucional difuso que revelava insatisfação generalizada, mas sem endereço certo.

Pela primeira vez o país assistiu a um movimento social sem líderes e que não se conduzia por partidos políticos, entidades, ou bandeiras ideológicas identificáveis. Alguns analistas dão como certo um retorno da população às ruas num futuro próximo.

 

 

O filme

É nesse ponto que começa nosso documentário cujo desafio é mergulhar nesse universo de aparência simples, mas carregado de energia e de potencial transformador que vem influenciando a agenda do país.  Vamos conhecer a vida dessas pessoas comuns, seus projetos, sonhos, temores, dificuldades, dramas cotidianos, relações familiares, pensamento político e, claro, a forma como elas estão lidando com o novo papel que assumiram na sociedade: de um lado alvo da cobiça de profissionais de marketing. De outro, centro das atenções e sedução da classe política.

 

O documentário será constituído de quatro blocos distintos:

 

1)    – Classe Emergente.

Acompanhará a luta cotidiana de alguns integrantes das Classes D e E que ascenderam à Classe C. Muitos deixaram para trás ocupações com baixos salários e reconhecimento social para se tornarem autônomos ou empreendedores. Alguns já com a situação consolidada, outros ainda na batalha para “subir na vida” envolvidos em muito trabalho, estudos e cuidados com a família. Porém, no filme a mobilidade social será observada em várias dimensões e em todas as camadas da população. Assim, acompanharemos também os fluxos e intercâmbios entre as classes A e B que apresentam curiosas particularidades.

 

2)    – Classe Dirigente.

Neste bloco, entrará em foco o debate político, econômico e social da elite dirigente do país. Lideres políticos e empresariais, intelectuais e estudiosos de diversos ramos do saber debaterão os grandes temas brasileiros abordando os avanços e desafios que o país tem pela frente.

 

3)    – Perdendo a Classe.

Neste terceiro bloco, a atenção se voltará  para aqueles que conseguiram alguma ascensão social, porém, no entanto, não encontraram meios de se manter e experimentaram o revés na escalada.

 

4)    – Nascidos sem Classe.

Aqui os protagonistas serão os que ficaram de fora do processo e enfrentam dificuldades para transpor as enormes barreiras erguidas pela baixa escolaridade e isolamento cultural. Uma luta árdua, que leva a modestos resultados. A inclusão desses brasileiros constitui-se num dos maiores desafios atuais para o país. 

 

Lançamento previsto para o segundo semestre de 2014.

 

 

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